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Fiéis comemoram Santa Paulina

A comunidade católica está em festa na comemoração, dia 9, do Dia de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, primeira santa brasileira. Santa Paulina morou 30 anos no Ipiranga, onde se encontra parte dos seus restos mortais. Nessa sexta feira, quando se comemora seu dia, milhares de fiéis de todo o País devem passar pela Capela Sagrada Família e Santa Paulina, que fica na av. Nazaré, 470, durante o tríduo (três dias que antecedem a festa oficial) e a festa litúrgica, amanhã.

As comemorações tiveram inicio na noite de terça-feira (6). Uma missa com o tema: "Paulina, discípula missionária na força de eucaristia", foi celebrada pelo padre Edson Chagas Pacondes. Nesse primeiro dia de comemoração, o enfoque dado foi para "Santa Paulina e o discipulado". A organização e animação da celebração ficaram por conta do grupo da Famapa (Família Madre Paulina) do Ipiranga.

A aposentada, Carmelita Guerra, 68 anos, moradora do Ipiranga desde que nasceu, acompanhou a história da santa e há sete anos participa das comemorações para agradecer uma graça alcançada. "A minha filha, na época com 28 anos, foi curada de um tumor na mama esquerda. Ela chegou a entrar na sala de operação e na hora um milagre aconteceu sob intercessão de Santa Paulina. O médico resolveu repetir o exame e não diagnosticava nenhum tumor. Havia feito uma promessa para a Santa Paulina, graças a Deus fui atendida. A madre é protetora dos enfermos", disse emocionada. A festa terá barracas de comida e pescaria, além das missas a partir das 10h. A expectativa é que 5 mil pessoas passem pelo local.

Segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer, Amábile Lúcia Visintainer, nasceu em Vígolo Vattaro, Trento, norte da Itália, no dia 16 de dezembro de 1865. Imigrou para o Brasil, com 9 anos. No dia 12 de julho de 1890 com sua amiga, Virginia Rosa Nicolodi, deu início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, cuidando de Lúcia Angela Viviani, portadora de câncer, em fase terminal. Amábile, recebeu então o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus e Virgínia passou a ser Irmã Matilde da Imaculada Conceição. Em 1903, foi eleita, pelas Irmãs, Superiora Geral. Nesse mesmo ano, deixou Nova Trento para cuidar dos ex-escravos idosos e crianças órfãs, no Ipiranga.

Em 1909, deixando o cargo de Madre Superiora, vai trabalhar com os doentes da Santa Casa e os idosos do Asilo São Vicente de Paulo. Retorna ao Ipiranga em 1918 para se dedicar à formação das jovens vocações da Congregação, função que exercerá por mais de vinte anos.

Em 1938, devido à diabetes, Madre Paulina sofreu várias amputações e sua vista começou a enfraquecer, ficando quase cega. No dia 9 de julho de 1942, já cega e paralisada, veio a falecer.

O primeiro milagre que lhe foi atribuído aconteceu em 1966, com a cura de uma mulher com hemorragia pós-parto, milagre este reconhecido oficialmente apenas em 1989. Em 19 de maio de 2002, em Roma, aconteceu sua canonização. A Madre viiveu 68 no Brasil, 30 apenas no Ipiranga. A capela de Santa Paulina fica na av. Nazaré, 470. Fone: 2272-6473.