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Fiéis comemoram
Santa Paulina As comemorações tiveram inicio na noite de terça-feira (6). Uma missa com o tema: "Paulina, discípula missionária na força de eucaristia", foi celebrada pelo padre Edson Chagas Pacondes. Nesse primeiro dia de comemoração, o enfoque dado foi para "Santa Paulina e o discipulado". A organização e animação da celebração ficaram por conta do grupo da Famapa (Família Madre Paulina) do Ipiranga. A aposentada, Carmelita Guerra, 68 anos, moradora do Ipiranga desde que nasceu, acompanhou a história da santa e há sete anos participa das comemorações para agradecer uma graça alcançada. "A minha filha, na época com 28 anos, foi curada de um tumor na mama esquerda. Ela chegou a entrar na sala de operação e na hora um milagre aconteceu sob intercessão de Santa Paulina. O médico resolveu repetir o exame e não diagnosticava nenhum tumor. Havia feito uma promessa para a Santa Paulina, graças a Deus fui atendida. A madre é protetora dos enfermos", disse emocionada. A festa terá barracas de comida e pescaria, além das missas a partir das 10h. A expectativa é que 5 mil pessoas passem pelo local. Segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer, Amábile Lúcia Visintainer, nasceu em Vígolo Vattaro, Trento, norte da Itália, no dia 16 de dezembro de 1865. Imigrou para o Brasil, com 9 anos. No dia 12 de julho de 1890 com sua amiga, Virginia Rosa Nicolodi, deu início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, cuidando de Lúcia Angela Viviani, portadora de câncer, em fase terminal. Amábile, recebeu então o nome de Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus e Virgínia passou a ser Irmã Matilde da Imaculada Conceição. Em 1903, foi eleita, pelas Irmãs, Superiora Geral. Nesse mesmo ano, deixou Nova Trento para cuidar dos ex-escravos idosos e crianças órfãs, no Ipiranga. Em 1909, deixando o cargo de Madre Superiora, vai trabalhar com os doentes da Santa Casa e os idosos do Asilo São Vicente de Paulo. Retorna ao Ipiranga em 1918 para se dedicar à formação das jovens vocações da Congregação, função que exercerá por mais de vinte anos. Em 1938, devido à diabetes, Madre Paulina sofreu várias amputações e sua vista começou a enfraquecer, ficando quase cega. No dia 9 de julho de 1942, já cega e paralisada, veio a falecer. O primeiro milagre que lhe foi atribuído aconteceu em 1966, com a cura de uma mulher com hemorragia pós-parto, milagre este reconhecido oficialmente apenas em 1989. Em 19 de maio de 2002, em Roma, aconteceu sua canonização. A Madre viiveu 68 no Brasil, 30 apenas no Ipiranga. A capela de Santa Paulina fica na av. Nazaré, 470. Fone: 2272-6473. |