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MP aciona
Serra por campanha
Foi
retirado da estação Sacomã do Metrô cartaz com imagem do
candidato à Presidência da República José Serra (PSDB)
rodeado por operários. O MPE (Ministério Público Eleitoral) entrou
semana passada com representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
acusando o tucano de promoção pessoal.
Segundo a
vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, no cartaz, sob o
pretexto de homenagear os trabalhadores envolvidos na construção da
estação, há a personificação na figura de Serra de obra realizada
pelo Governo do Estado. "Em pleno ano eleitoral – cuja
peculiaridade é a polarização entre as candidaturas dos principais e
notórios pré-candidatos à Presidência da República – tal
situação é inadmissível, pois propaga conteúdo que consiste em
promoção pessoal", afirma.
O cartaz, com 1,80
metro por 1,57 metro, estava desde o dia 29 de janeiro afixado ao lado
das bilheterias da estação Sacomã. Além de Serra, posavam ao lado
dos operários o presidente do Metrô, José Jorge Fagali, e o
secretário Estadual de Transportes Metropolitanos, José Luiz
Portella. Ainda de acordo com a vice-procuradora-geral eleitoral,
quando o cartaz foi colocado no local, Serra já era notório
pré-candidato ao cargo de presidente da República e, mesmo que o
pôster não contenha mensagem de cunho eleitoral explícito, ele fere a
isonomia entre os candidatos à Presidência.
Sandra Cureau usou como
base para ajuizar a representação no TSE o artigo 37 da Lei das
Eleições (Lei 9.504/97), que proíbe a veiculação de propaganda em
via pública, como viadutos, passarelas, paradas de ônibus e a
fixação de placas e faixas. Caso o cartaz não fosse retirado, o MPE
pedia multa no valor de R$ 2 mil a R$ 8 mil. O relator da
representação é o ministro Joelson Dias.
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